Dinheiro e a autorização para ser feliz.
- Priscila Oliveira

- 12 de mar. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 29 de mar. de 2024

No livro “Histórias de sucesso na empresa e no trabalho”, Bert Hellinger afirma que o dinheiro é algo espiritual. “O dinheiro tem alma. Se alguém ganhar dinheiro por seu desempenho, o dinheiro o ama. O dinheiro também quer render algo. Ser gasto em algo bom, que leve a vida adiante. Então se ganha mais dele. Através de seu desempenho, o dinheiro entra no circuito de serviço, trabalho e ganho, tudo ao mesmo tempo”.
Em um outro livro, “Leis Sistêmicas da Assessoria Empresarial”, Hellinger diz que o dinheiro reage como se tivesse uma alma e um faro fino para a justiça e a injustiça. “O dinheiro quer ficar com aqueles que o ganharam honestamente, com o suor do seu trabalho. Uma vez que pertence à vida, o dinheiro quer ser gasto e transmitido a serviço da vida. O dinheiro se alegra quando é gasto. Ele retorna ainda mais rico para nós”.
Ou seja, ter dinheiro não é só bom, como necessário, mas é também uma responsabilidade: a partir do momento que você o possui, cabe a você movimentar sua vida.
Das três leis do amor que Bert Hellinger afirma influenciar todas as nossas relações (com as outras pessoas, com as coisas e com o mundo), a lei do equilíbrio é a que mais age sobre o fluxo de dinheiro, ou seja, a troca precisa ser justa para os envolvidos.
“O dinheiro é uma energia de agradecimento. Você o dá para alguém porque se sente gratificado e o faz de uma forma que permita o outro uma condição de devolver algo compatível para você – em forma de produto ou serviço, por exemplo. Esta relação precisa ter um equilíbrio, não se deve cobrar nem a mais nem a menos, mas um preço justo.
Prosperidade e a autorização para ser feliz
Muitas pessoas pensam que serão felizes e satisfeitas quando finalmente tiverem dinheiro. A ordem não é necessariamente essa. O dinheiro é uma energia, ele só chega até nós e permanece conosco quando já estamos sintonizados com a abundância. Para sentir abundância, temos que tomar consciência que temos o bem mais precioso: a vida. E sermos gratos por ela, por estarmos vivos, por sermos quem somos.
Precisamos aceitar a vida tal como ela foi, com tudo que tivemos que passar e sofrer. De forma que possamos nos colocar diante de Deus como aprendizes e verdadeiramente nos alegrarmos na esperança do que virá. Este estado de aceitação, felicidade simples e amor à vida é uma sintonia próspera.
De quem recebemos a vida? Primeiramente de Deus. Ele nos criou. Graças ao encontro de nossa mãe com o nosso pai, estamos na vida. E sendo a mãe a nossa primeira e mais importante experiência de nutrição e confiança, vivenciamos com este vínculo nosso primeiro sustento, por isso ela está ligada ao movimento de ir para a vida, à prosperidade e ao dinheiro.
“Os filhos se relacionam com o mundo com os olhos da mãe, até o pai é visto com os olhos da mãe. Quando você aceita sua mãe como ela é , sem julgamentos, e agradece a ela, sem ressalvas, o dinheiro flui”.


