O Ser carece firmar os pés no chão do coração.
- Priscila Oliveira

- 8 de fev. de 2024
- 1 min de leitura
Atualizado: 29 de mar. de 2024

Tantas coisas já foram ditas a respeito da gestação e do parto... Fico observando a vida, com seus mistérios. Estou com minhas raízes presas a ela, a vida, e assim venho crescendo.
Quando por algum motivo “perco-me” de minha mãe vida, desconecto dela, sinto imediatamente insegurança e contraio. Como uma criança que se afastou de sua mãe, tememos nos afastar da vida. Errar o rumo, perder o movimento, o que a vida nos pede, o que nosso coração anseia, a expressão do nosso Ser.
Meus pés tocam o chão e se apoiam nele para que assim eu possa seguir. Descubro a cada passo que sou mais Eu ligada as minhas raízes. Aí está a minha força de Ser.
Por vezes somos pegos distraídos, afastados do nosso eu mais essencial. Tantos são os movimentos feitos para agradar as pessoas e com isto sentirmos uma falsa sensação de aceitação...
Porque buscamos aceitação de outras pessoas esquecendo-nos da essência? O Ser carece de chão. Chão seguro. De firmar os pés no chão do coração.
Só assim posso firmar minhas raízes a ganhar a profundidade inabalável.
Sinto que a gestação é realmente a graça de parirmos a nós mesmas. E também de voltarmos a nos lembrar de nossa mãe. De sabermos que nossas raízes mais fundas estão plantadas nela.
A reconciliação com a mãe é o que nos propicia maior segurança e autenticidade na vida.
Mesmo que aconteça apenas no íntimo, apenas no coração que se expande e resolve simplesmente AMAR...


